sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Lunação de Libra - 09/10/2018


verbenna yin


A lunação deste mês abre no signo de Libra, onde a tônica são os relacionamentos e a nossa capacidade de compreender e aceitar o outro. Durante o alinhamento entre Sol e Lua, o ascendente estará apontado para a Roda da Fortuna, um setor do céu onde Sol e Lua estão perfeitamente harmonizados e que simboliza boa sorte e positividade para aqueles que estão atentos ao seu próprio desenvolvimento pessoal.

Para esta lunação, o ascendente alinhado à Roda da Fortuna representa um aproveitamento ótimo da sinergia entre Lua e Sol deste mês. Mas este aproveitamento requer esforço, não vem de graça não. É preciso estar consciente e alerta aos aspectos internos para se dar conta deste potencial.

O Sol em Libra nos propõe essa observação mais aprofundada a respeito da qualidade dos nossos relacionamentos, se estamos nos sentindo contemplados com nossos parceiros e se nossas necessidades afetivas vem sendo atendidas. Aqui cabe a reflexão se estamos nos comunicando de forma eficiente com as pessoas com quem nos relacionamentos, se conseguimos nos expressar com liberdade diante delas ou se reprimimos nossas opiniões e vontades para manter uma atitude mais conciliadora e não desagradar – e de quebra continuarmos sendo aceitos.

Será que conseguiríamos nos expor completamente nessa relação e o outro continuaria a nos amar se nos visse desnudados?

Já a Lua é o indicador de onde repousa o nosso inconsciente e os desejos que permeiam esse território. Em Libra, a Lua vai nos revelar qual é a motivação dos nossos relacionamentos, o que tem nos mobilizado em direção ao outro. Será que estamos mesmo querendo compartilhar momentos e ideias com o outro ou será que esperamos receber do outro a validação dos nossos próprios aspectos e nos sentirmos aprovados?

Se nos relacionarmos sempre intencionando aprovação e validação de nós mesmos, perdemos a chance de conhecer toda a diversidade de que o humano é possível. Quando não nos sentirmos aprovados pelo outro, não nos mostramos e não nos conhecemos. Não vamos além.

O movimento da vida acontece para quem se aceita como é.

Todos somos diversos, plurais, e cada um é o resultado de uma gama de forças da natureza que se misturam, se ajustam e compõem uma forma única, individualíssima.

Para observar a beleza dessas formas que cada indivíduo representa em si, precisamos estar abertos e disponíveis à aproximação. Sem aproximação e sem convivência não podemos exercer essa apreciação das diferenças – o que é essencial para conseguirmos ir além na direção de algum progresso próprio e coletivo.

Sem espaço para as diferenças, ficamos restritos ao óbvio e não alcançamos o extraordinário.

Precisamos estar desarmados e positivos para dar lugar à aproximação do outro, para que esse outro possa ser visto, recebido, admirado. Para que o outro possa compor e se integrar. Para que a união e a pluralidade seja possível e possamos, cada um com a sua forma, compor uma grande mandala – onde diversas formas e cores autônomas se encaixam e complementam formando uma imagem maior.

É disso que se trata a energia de Libra, de estar disponível e receptivo para a pluralidade acontecer. Até o signo anterior, Virgem, a energia é individual e os aprendizados propostos são também na esfera individual pois estamos percorrendo o ambiente interno e conhecendo nossas capacidades. Mas a partir de Libra esses aprendizados transbordam para o externo e somos direcionados a compartilhar as capacidades desenvolvidas e a conviver com as várias possibilidades.

Nesta lunação, a chave para o trabalho interno é dada pela Roda da Fortuna em Câncer, que promove uma maior consciência a respeito dos nossos mecanismos de defesa, que nos impedem de nos aproximarmos uns dos outros. Em Câncer pode vibrar o temor de sermos atacados pelo outro e a diferença que o outro representa é vista como fator de risco.

Nessa região do céu, a tendência é neutralizar as diferenças para que elas não nos ameacem – o que pode resultar numa atitude inconsciente de repelir o outro a quem considero diferente de mim. Porque tenho medo dele.

Mas para quem está atento às mensagens dos céus, a roda da fortuna gira na direção da superação do medo das diferenças, a fim de que as energias de receptividade e a colaboração librianas possam ressoar. É em nós que essas energias vibram, somos nós as antenas que irão conscientizar e ancorar essas vibrações aqui na Terra e é nosso dever estarmos atentos à nossa missão com este planeta.

Durante a lua nova, Lua e Sol ficam perfeitamente alinhados e sugerem simbolicamente essa atitude colaborativa entre Ego e ID, entre consciente e inconsciente, entre visível e encoberto. Vamos nos permitir ser colaborativos internamente, para que nossos aspectos conscientes e inconscientes trabalhem juntos num alinhamento inteligente. Disso pode resultar um humano mais expandido em consciência que, por sua vez, irá atuar em prol de uma convivência mais pacífica e harmoniosa com os outros como reflexo da aceitação de si mesmo

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